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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ricardo Linhares antecipa detalhes dos próximos capítulos de 'Insensato coração',entre outras curiosidades


O início de "Insensato coração" não poderia ter sido mais conturbado. Primeiro, Fábio Assunção e Ana Paula Arósio, escalados para interpretar Leonardo Brandão e Marina Drumond, declinam do convite. Depois, a sinopse de 98 páginas vazou misteriosamente na internet, revelando os desfechos imaginados por Gilberto Braga e Ricardo Linhares para os personagens. A pouco mais de um mês para o final de "Insensato", que termina dia 20 de agosto, Ricardo Linhares elogia as atuações de Gabriel Braga Nunes e Paola Oliveira e minimiza o estrago causado pelo vazamento da sinopse. "Mais importante do que a maneira como uma novela começa, é a maneira como ela termina. Por isso, estamos satisfeitos com a repercussão da novela. Em relação ao Gabriel e a Paola, não consigo mais imaginar o Leo e a Marina sendo interpretados por outros atores. Quanto à sinopse, você não precisa seguir ao pé da letra tudo o que está lá. Se eu quiser mudar a história no meio do caminho, eu mudo", garante.

Por isso mesmo, Ricardo ainda não sabe se Léo (Gabriel Braga Nunes) vai realmente ser assassinado, conforme estava previsto na sinopse original. Da mesma maneira, ele e Gilberto voltaram atrás na hora de matar a dissimulada Tia Neném (Ana Lúcia Torres). "O excepcional trabalho da atriz salvou Tia Neném de morrer a facadas", brinca o autor. Com 14 novelas no currículo, entre colaborações, coautorias e dois trabalhos-solos - "Meu bem-querer" e "Agora é que são elas" -, Ricardo Linhares ri da tese que afirma que "Insensato coração" é a novela recordista em número de mortes. Mas admite que sempre que há um assassinato qualquer os picos de audiência disparam. "Se a gente parar para contar, tem mais gente viva do que morta na novela. Mas a morte sempre chama mais a atenção, não é mesmo?", graceja. Em entrevista ao Riguinoticias, Ricardo fala dos próximos capítulos de "Insensato coração", comenta a audiência da novela e elogia a parceria com Gilberto Braga.

André Bernardo - É verdade que o Léo (Gabriel Braga Nunes) deve morrer nos próximos capítulos?
Ricardo Linhares - Isso ainda não está decidido. Segundo a sinopse original, o Léo estava marcado para morrer. Mas ainda não decidimos o que vai acontecer com ele. A sinopse vazou na internet, sim, mas acredite: ainda temos boas surpresas guardadas para o público.
 Pergunta- O fato de a sinopse ter vazado causou transtornos? Vocês tiveram que fazer alterações na história?
RL - Olha, o público não está muito aí para sinopse de novela. Se o fato de a sinopse ter vazado ou não, isso interessa mais à imprensa do que ao público em si. O público quer ver o capítulo no ar e gostar dele. É isso o que importa. Quanto à sinopse, você não precisa seguir ao pé da letra tudo o que está escrito lá. Se eu quiser mudar a história no meio do caminho, eu mudo. E algumas coisas da sinopse de "Insensato Coração" foram mudadas. Mas não porque a sinopse vazou e, sim, por causa do processo natural da história.
Pergunta - Você pode dar um exemplo de algo que não estava previsto na sinopse?
RL - A personagem da Tia Neném é um bom exemplo disso. Segundo a sinopse, ela estava marcada para morrer a facadas. Mas, graças ao trabalho excepcional da Ana Lúcia Torres, a Tia Neném está aí até hoje. Novela também é uma "caixinha de surpresa". Você nunca sabe exatamente o que vai acontecer no capítulo de amanhã.
Pergunta- Até o momento, já foram contabilizadas 17 mortes na novela. Assassinato dá audiência?
RL - Isso já está virando lenda... (risos) Não é verdade que esteja todo mundo morrendo em "Insensato Coração". Se a gente for parar para contar, tem mais gente viva do que morta... (risos) Mas a morte sempre chama mais a atenção, não é mesmo? Curiosamente, os grandes picos de audiência da novela foram registrados em capítulos onde alguém morreu, acredita? Bem, o que acontece é o seguinte: sempre tive muita preocupação com o elenco das minhas novelas. Não gosto de ter um personagem na novela se ele não tiver função na trama. Prefiro escalar um ator para fazer uma participação especial e sair logo em seguida a ficar enrolando o ator por vários capítulos sem ter nada o que fazer. Por isso, há tantas mortes. Mas, as participações especiais dão uma dinâmica à novela.
Pergunta - Curiosamente, você não esperou os capítulos finais para punir os vilões e casar os mocinhos. Por quê?
RL - Eu e Gilberto não gostamos de prender história. Se temos uma história boa para contar, gostamos de contá-la logo. Por que segurar a trama? Sim, o Léo (Gabriel Braga Nunes) e o Cortez (Herson Capri) foram desmascarados a dois meses do final da novela. O Pedro (Humberto Leão) e a Marina (Paola Oliveira) também vão casar nos próximos capítulos.
Pergunta - A propósito, Gabriel Braga Nunes e Paola Oliveira não foram as primeiras opções para Léo e Marina. O que achou da atuação deles?
RL - Estou totalmente satisfeito. Costumo falar que não interessa como uma novela começa e, sim, como ela termina. E isso é verdade. Os dois imprimiram a marca deles no papel. O Gabriel está trabalhando tão bem que a mãe dele (a atriz Regina Braga) se recusa a ver as cenas do filho. Hoje em dia, não consigo mais imaginar o Léo e a Marina sendo interpretados por outros atores.
Pergunta - Há poucos dias, vocês exibiram a cena em que Cortez (Herson Capri) repete a "banana" que Marco Aurélio (Reginaldo Faria) deu para o Brasil na novela "Vale Tudo"? O que mudou nestes 23 anos?
RL - O que mudou foi o Brasil. Antigamente, o corrupto dava uma banana e fugia. Hoje em dia, ele dá uma banana e é preso. Cortez está sendo devidamente preso, julgado e condenado por crimes contra o sistema financeiro. Eu e Gilberto quisemos mostrar, através de uma cena que ficou marcante no imaginário popular, que o Brasil está passando por uma transformação. Hoje em dia, há vários casos de corruptos que estão sendo punidos. É curioso notar que o público sempre torce mais pelos vilões. Mas isso ao longo da novela porque, no último capítulo, os vilões têm sempre que se dar mal. Sou totalmente a favor dos finais felizes. Para mim, os heróis têm que se casar e os vilões têm que ser punidos pelo que fizeram.
Pergunta - Das muitas tramas de "Insensato Coração", qual mais surpreendeu você?
RL - A trajetória da Norma (Glória Pires) é um tanto surpreendente. Sempre achei que o público gostaria da Norma porque ela foi vítima de uma injustiça no início da novela. Mas chegou a um ponto em que o público perdoa a Norma mesmo depois de ela roubar, enganar, matar... Isso me surpreendeu um pouco. A ética brasileira é meio elástica. Você lembra da Bebel (Camila Pitanga), de "Paraíso tropical"? Pois é. A Bebel fazia as maiores atrocidades e o público adorava ela. Em relação a Norma, o que eu posso dizer é que ela nunca deixou de gostar do Leo. O que ela sente por ele não é desejo de vingança; é amor, é paixão. Se ela quisesse se livrar do Léo, já teria entregado ele à polícia ou encomendado a morte dele para algum matador de aluguel, não é verdade? O que ela quer é ter o Léo sob as suas garras.
Pergunta - O que você pode adiantar sobre o namoro de Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade)? Como o público está reagindo?
RL - Personagens gays não devem nunca ser empurrados goela abaixo do público. Pelo contrário. O tema precisa sempre ser abordado de maneira lenta, gradual e delicada. Para o público aceitá-los e, principalmente, torcer por eles, é preciso que, em primeiro lugar, o público goste deles. E acho que o público está gostando do Hugo e do Eduardo. O Hugo é um professor respeitado. O Eduardo é um filho maravilhoso. Os personagens não são estereotipados. Acho que o público aprovou a proposta.
 Pergunta- A homofobia é um dos principais temas da novela. O que pretendem com essa abordagem?
RL - A novela "Insensato coração" está ajudando a divulgar uma lei que a maioria das pessoas desconhece. Não há lei que proíba a troca de afeto entre duas pessoas em público. Veja bem: não estou falando de atentado ao pudor. Novela tem que ser entretenimento (se ela for chata, ninguém assiste) e informação. É preciso que a TV divulgue temas que as pessoas desconhecem. Nos próximos capítulos, a violência contra gays vai crescer ainda mais. Esses ataques vão culminar com a morte de um deles, o Gilvan (Miguel Roncato). O preconceito é um tema importante a ser discutido em sociedade. Quero que a novela vire fórum de discussão para as famílias brasileiras.
 Pergunta- Na reta final, a audiência de "Insensato coração" chegou à casa dos 45 pontos. Como você analisa os números do ibope?
RL - Em nenhum momento, enfrentamos qualquer tipo de concorrência no ibope. Sempre tivemos mais que o dobro dos outros programas exibidos no mesmo horário. "Insensato coração" sempre teve uma audiência maravilhosa. O que caiu, de fato, foi a audiência da TV aberta no Brasil. Hoje em dia, as pessoas veem novela no celular, YouTube, internet, entre outras mídias. Pouca gente assiste no horário convencional. Conheço pessoas que veem o capítulo de madrugada ou no dia seguinte. O mundo mudou. E o comportamento do telespectador de TV aberta também. Não é o mesmo de 20 ou 30 anos.
Pergunta - "Insensato coração" é a segunda novela escrita a quatro mãos por você e pelo Gilberto. Como vê essa parceria?
RL - Eu e o Gilberto temos uma parceria muito legal. Não sei explicar direito o que é. Química? Intuição? Não sei. Só sei que a gente se completa em muitos aspectos. Isso sem falar que o Gilberto é um ídolo para mim. Eu assisti à novela "Dancin’ Days" quando tinha 14 anos! Quando eu podia imaginar que, um dia, estaria trabalhando com ele? (risos) Entre nós, não existe briga, conflito, vaidade. Isso é muito legal.

5 comentários:

  1. entrevista muito boa !

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  2. odeio a norma , ela è uma burra demente !!!!!!!!!!

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  3. NORMA MORRE E LEONARDO TAMBEM !

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  4. GLORIA PIRES , PESSIMA ATUAÇAO !

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  5. Era pra ter perguntado da Cecilia e de Rafa.Nada a v ela ficar gravida de Venicios.

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